23/04/2026 | Por: Por Agnaldo César – Informe MS News
Vereador reunido com integrantes do MST na segunda-feira. (Foto: Pedro Roque)
Na
madrugada de segunda-feira (20), o Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou uma área
estratégica no Porto Seco
de Campo Grande, trazendo à tona o debate sobre o uso de terrenos ociosos
na cidade. A ação, que reuniu mais
de 200 famílias, visou chamar atenção das autoridades para a
necessidade urgente de utilizar o terreno de R$30 milhões de maneira produtiva e que
beneficie a população local.
A
ocupação pacífica,
que foi acompanhada de perto pelo Vereador
Landmark Rios (PT).
O
vereador esteve no local, acompanhando de perto as negociações
entre os manifestantes e as forças de segurança, buscando compreender a
situação e mediar possíveis soluções. A ação gerou discussões sobre a função social da terra e
a gestão de áreas públicas
desocupadas na cidade.
Responsabilidade pela área
A área ocupada está em transição e atualmente não há clareza sobre quem é o responsável pela gestão
do terreno. A área pertencia
ao município de Campo Grande, mas está sendo transferida para o
DNIT (Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes), que deverá assumir
a gestão. O vereador
Landmark Rios apontou a falta
de informações claras sobre essa transição como um dos fatores
que dificultam a utilização
produtiva do espaço. Segundo ele, é fundamental que a área seja
utilizada de forma
eficiente, seja pela Prefeitura
ou pelo DNIT,
para garantir benefícios sociais e econômicos para a cidade.
Objetivo da ocupação do MST
Segundo Douglas Cavalheiro
da Silva, da Direção
Estadual do MST, o grupo ocupou o local com a intenção de criar
um cinturão verde.
Ele explicou:
“A
gente quer um espaço para plantar
verdura e vender na cidade. A terra precisa ser utilizada para alimentar as pessoas e
gerar oportunidade de trabalho.”
O
objetivo dos manifestantes é transformar a área em um espaço produtivo, no
qual as famílias possam cultivar alimentos e comercializá-los, atendendo à demanda crescente por alimentos frescos
e locais na cidade.
A posição do vereador Landmark
Rios
O vereador Landmark Rios reforçou que a função
social da terra deve ser cumprida e destacou que a área do
Porto Seco tem grande potencial
de desenvolvimento. Para ele, é urgente que a terra seja colocada em operação,
seja para o uso público
ou para produções
sustentáveis. Ele declarou:
“Se
essa área não pode ser utilizada para o propósito original, que ela seja
destinada para uso social. Temos famílias precisando de moradia, outras querendo produzir alimentos para a cidade. Não podemos deixar essa
terra parada, especialmente em tempos de crise habitacional e de falta de
terras produtivas.”