Quinta , 14 Mai de 2026

Landmark cobra uso produtivo de terreno de R$30 milhões após ocupação do MST no Porto Seco

Após ação do MST no Porto Seco, o vereador do PT, Landmark Rios, acompanhou a situação no local e defendeu a destinação social da área

23/04/2026 | Por: Por Agnaldo César – Informe MS News

Landmark cobra uso produtivo de terreno de R$30 milhões após ocupação do MST no Porto Seco

Vereador reunido com integrantes do MST na segunda-feira. (Foto: Pedro Roque)

Na madrugada de segunda-feira (20), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou uma área estratégica no Porto Seco de Campo Grande, trazendo à tona o debate sobre o uso de terrenos ociosos na cidade. A ação, que reuniu mais de 200 famílias, visou chamar atenção das autoridades para a necessidade urgente de utilizar o terreno de R$30 milhões de maneira produtiva e que beneficie a população local.

A ocupação pacífica, que foi acompanhada de perto pelo Vereador Landmark Rios (PT).

O vereador esteve no local, acompanhando de perto as negociações entre os manifestantes e as forças de segurança, buscando compreender a situação e mediar possíveis soluções. A ação gerou discussões sobre a função social da terra e a gestão de áreas públicas desocupadas na cidade.

Responsabilidade pela área
A área ocupada está em transição e atualmente não há clareza sobre quem é o responsável pela gestão do terreno. A área pertencia ao município de Campo Grande, mas está sendo transferida para o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que deverá assumir a gestão. O vereador Landmark Rios apontou a falta de informações claras sobre essa transição como um dos fatores que dificultam a utilização produtiva do espaço. Segundo ele, é fundamental que a área seja utilizada de forma eficiente, seja pela Prefeitura ou pelo DNIT, para garantir benefícios sociais e econômicos para a cidade.

Objetivo da ocupação do MST
Segundo Douglas Cavalheiro da Silva, da Direção Estadual do MST, o grupo ocupou o local com a intenção de criar um cinturão verde. Ele explicou:

“A gente quer um espaço para plantar verdura e vender na cidade. A terra precisa ser utilizada para alimentar as pessoas e gerar oportunidade de trabalho.”

O objetivo dos manifestantes é transformar a área em um espaço produtivo, no qual as famílias possam cultivar alimentos e comercializá-los, atendendo à demanda crescente por alimentos frescos e locais na cidade.

A posição do vereador Landmark Rios
O vereador Landmark Rios reforçou que a função social da terra deve ser cumprida e destacou que a área do Porto Seco tem grande potencial de desenvolvimento. Para ele, é urgente que a terra seja colocada em operação, seja para o uso público ou para produções sustentáveis. Ele declarou:

“Se essa área não pode ser utilizada para o propósito original, que ela seja destinada para uso social. Temos famílias precisando de moradia, outras querendo produzir alimentos para a cidade. Não podemos deixar essa terra parada, especialmente em tempos de crise habitacional e de falta de terras produtivas.”

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