Quinta , 14 Mai de 2026

Dois anos sem justiça: família cobra respostas após morte em acidente na PR-445

Caso envolvendo servidora segue sem desfecho e gera indignação entre familiares

22/04/2026 | Por: Por Agnaldo César – Informe MS News

Dois anos sem justiça: família cobra respostas após morte em acidente na PR-445

Priscila Maria da Silva: morte completa dois anos sem desfecho na Justiça. (Rede Social)

Mais de dois anos após um grave acidente na PR-445, no Paraná, que resultou na morte de uma servidora de Campo Grande, o caso ainda segue sem desfecho. A falta de avanços no processo tem gerado indignação e cobrança por respostas por parte da família.

A viagem, que tinha como destino Itapema (SC), havia sido planejada durante todo o ano. O objetivo era realizar o sonho de passar o Natal e o Réveillon na praia. No entanto, durante o trajeto, o veículo em que a família estava foi atingido por outro carro.

Relatos de testemunhas e reportagens publicadas à época apontam que o motorista do outro veículo estaria sob efeito de álcool. Segundo as informações, ele teria perdido o controle da direção e colidido de frente com o automóvel da família.

Dinâmica do acidente

Priscila estava em um Fiat Uno, acompanhada de familiares, quando ocorreu a colisão com um Volkswagen T-Cross.

De acordo com informações divulgadas por veículos de imprensa, o outro veículo trafegava em alta velocidade no momento do acidente.

Há relatos de que o condutor apresentava sinais de embriaguez e teria tentado deixar o local após a colisão, sendo contido por testemunhas.

As circunstâncias exatas do acidente e a eventual responsabilização seguem sendo apuradas pelas autoridades competentes.

Meses de luta até o desfecho

Após o acidente, Priscila sofreu ferimentos graves. Ela foi socorrida inicialmente no Paraná e, posteriormente, transferida para Campo Grande, onde permaneceu internada por mais de três meses.

Ela chegou a ser transferida em ambulância de suporte avançado, acompanhada de uma das crianças, que também havia sido vítima do acidente e passou por cirurgia após fratura no fêmur.

Priscila morreu em 22 de abril de 2024, em decorrência das complicações causadas pelo acidente. Neste ano, a morte completa dois anos sem um desfecho público do caso.

Crianças seguem com sequelas

As crianças que estavam no veículo sobreviveram, mas ainda enfrentam as consequências da tragédia.

Segundo familiares:

  • Uma das meninas segue em tratamento psicológico e ortopédico
  • Ambas apresentam impactos emocionais duradouros
  • As sequelas ainda afetam a rotina

Processo segue sem avanços

O caso tramita em segredo de Justiça devido ao envolvimento de menores entre as vítimas.

De acordo com a família, uma audiência já foi realizada, mas o andamento do processo ainda gera insatisfação.

Há relatos de pedido de vista durante a tramitação. Desde então, segundo familiares, não houve avanços significativos.

Dor e cobrança por justiça

“A gente saiu para viver um momento feliz em família, e tudo virou uma tragédia. Nada vai trazer minha irmã de volta”, desabafa uma familiar.

“As crianças sobreviveram, mas carregam até hoje as consequências desse acidente”, relatou outro parente.

“O que mais machuca é não ter clareza sobre o andamento. A gente espera justiça”, afirmou.

Da esquerda para a direita: Leyni, Priscila e Diego — família cobra justiça dois anos após a morte. Da esquerda para a direita: Leyni, Priscila e Diego — família cobra justiça dois anos após a morte. Foto Facebook
Impacto da colisão deixou o veículo completamente destruído na PR-445. Impacto da colisão deixou o veículo completamente destruído na PR-445. Foto Agnaldo César
Imagem do local do acidente mostra a gravidade da colisão registrada na rodovia PR-445. Imagem do local do acidente mostra a gravidade da colisão registrada na rodovia PR-445. Foto:PRE-PR
Volkswagen T-Cross envolvido no acidente registrado na PR-445, em Bela Vista do Paraíso (PR), na noite da colisão. Volkswagen T-Cross envolvido no acidente registrado na PR-445, em Bela Vista do Paraíso (PR), na noite da colisão. Foto PRE-PR
O caso comoveu o Paraná: acolhida por irmãs religiosas em Cambé, a família enfrentou meses de recuperação. Priscila seguiu internada, enquanto as menores permaneciam em tratamento hospitalar. Ela não resistiu às complicações do acidente. O caso comoveu o Paraná: acolhida por irmãs religiosas em Cambé, a família enfrentou meses de recuperação. Priscila seguiu internada, enquanto as menores permaneciam em tratamento hospitalar. Ela não resistiu às complicações do acidente. Foto Agnaldo César
Priscila Maria no hospital Santa Casa em Cambé PR dia 24/12/2023 Priscila Maria no hospital Santa Casa em Cambé PR dia 24/12/2023 Foto Agnaldo Cesar

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