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Intolerância religiosa na fala de Adriane Lopes em evento religioso gera polêmica nas redes sociais.

Declaração da candidata à reeleição em Campo Grande é vista como ataque às religiões afro-brasileiras e levanta debate sobre intolerância religiosa.

23/10/2024 | Por: Agnaldo César

Intolerância religiosa na fala de Adriane Lopes em evento religioso gera polêmica nas redes sociais.

Reprodução

Na semana passada, um vídeo viralizou nas redes sociais e aplicativos de mensagens mostrando a prefeita de Campo Grande e candidata à reeleição, Adriane Lopes (PP), fazendo comentários ofensivos e preconceituosos sobre as religiões afro-brasileiras.
Nas imagens, a prefeita descreveu tais práticas como sendo de “ímpios”, o que gerou indignação em parte da população, líderes culturais e religiosos que se manifestaram contra a intolerância demonstrada.
No entanto, a fala controversa da prefeita, registrada em um vídeo de 40 segundos durante um evento do conselho de pastores, foi aplaudida por parte da plateia.
Este discurso de divisão entre "nós" e "eles", baseado na opinião de que os que não seguem determinadas práticas religiosas são "ímpios", é particularmente preocupante.
Ao associar termos pejorativos como "centro de macumba" às religiões de matriz africana, a prefeita perpétua estigmas e desrespeita a diversidade de importância no país.
DIA MUNICIPAL DO PRETO VELHO

Projeto de Lei 11.260/2024, de autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), que estabelece o Dia Municipal do Preto Velho, inclusão do "Dia do Preto Velho" no calendário municipal de Campo Grande, fixado em 13 de maio.

Este projeto foi promulgado pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges, após ser aprovado na Casa de Leis e não receber sanção ou veto da prefeita Adriane Lopes.

A celebração dessa data especial vem como um marco para considerar e valorizar as expressões de fé de origem africana na cidade.

Apesar dos avanços nos sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, a violação sistemática do direito à liberdade religiosa ainda persiste no Brasil, sobretudo entre os praticantes de umbanda, quimbanda, candomblé e outras manifestações religiosas de matriz africana. Esta realidade frequentemente resulta em perseguições religiosas e atos de ódio, refletindo a desumanização e marginalização histórica dessas religiões e seus seguidores.

Diante desse cenário, é fundamental destacar que incitar a discriminação ou preconceito religioso constitui crime de racismo, conforme previsto na Lei dos Crimes Raciais (Lei n.º 7.716/89). A intolerância religiosa, que tem sido objeto de um aumento significativo de denúncias, especialmente contra religiões de matrizes africanas, é uma ameaça à harmonia social e à promoção da diversidade cultural no país.

Essa atitude de intolerância religiosa não fere apenas os princípios de respeito mútuo, mas também pode incitar conflitos e discriminação. No contexto de um aumento significativo de casos de intolerância religiosa em Mato Grosso do Sul, é fundamental que líderes políticos evitem discursos que guerem divisões e alimentem preconceitos.

Diante das reações adversárias, organizações culturais e religiosas emitiram notas de repúdio às declarações da prefeita.



A Federação dos Cultos Afro-Brasileiros e Ameríndios do Estado de Mato Grosso do Sul, por exemplo, denunciou o discurso de Adriane por crime de racismo religioso às autoridades competentes,Ministério Público Estadual e Tribunal Regional Eleitoral.

É essencial que, em um país tão diverso como o Brasil, se promova a empatia, o respeito e a convivência entre as diferentes opiniões e culturas. Os episódios de intolerância religiosa reforçam a necessidade de um compromisso coletivo com a inclusão e a valorização de todas as expressões culturais, para construir uma sociedade mais justa e respeitosa para todos os seus cidadãos.

Outras Polêmicas:

Adriane Lopes coleciona diversas polêmicas, tais como: folha secreta, onde sua cunhada e outras pessoas ligadas a ela e à igreja a qual ela frequenta recebem altos salários que podem chegar a mais de 40 mil reais, acima do teto permitido por lei, causando prejuízo milionário aos cofres públicos.

Contratos de licitação com empresas investigadas pela justiça, assédio moral no trabalho, uso de funcionários em horário de serviços para campanha eleitoral e outros.

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